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sábado, 5 de agosto de 2017

Tambores de Ógún no Sarau das Artes 2017 - Matéria do DCARA !

Por João Maia

 Agora confira mais um entrevista no DCARA , projeto da N'ativa que tem por finalidade divulgar e fomentar a acultura Pernambucana .
Confira e compartilhe a cultura de nosso estado !

 

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Arquivo confidencial.Um presente digital inesquecível !


Por João Maia 

Sempre temos uma comemoração importante em nossas vidas. Seja o nosso aniversário, o de um filho ou filha, formaturas, casamentos e por ai vai. Como fazer uma homenagem a estas pessoas com um presente que dure para sempre nos corações delas pode ser uma tarefa bem difícil , mas com a atual tecnologia de vídeo você pode se surpreender com as soluções para este tipo de situação .
O Arquivo Confidencial é uma delas . Este nome surgiu devido a algumas homenagens feitas a celebridades dentro do programa de televisão do Faustão , nos domingos na rede Globo . 
O nome profissional para isso seria colagem, ou seja, a mistura de fotos, trechos de vídeo, vídeo depoimentos e trilha sonora, com o intuito de montar uma estória a ser exibida. Através de sistemas de edição você pode colocar as usas fotos em movimento e ainda usar diversos efeitos especiais de transição entre elas .Assim com a ajuda de um projetor de vídeo ou até mesmo na televisão , você pode fazer uma lembrança digital em forma de homenagem para ser  ser exibida em festas ou até em situações mais intimas junto com amigos e familiares. Com certeza um presente com o toque pessoal com o  qual você sempre será lembrado.
De início você deve recolher fotos e trechos de vídeo da pessoa a ser homenageada, gravar depoimentos de parentes e amigos  e criar um roteiro, que pode ser cronológico ou mesmo por assunto. Logo em seguida vem a escolha das músicas que servirão como trilha sonora deste trabalho.  Já de posse deste material devidamente digitalizado (Fotos digitais copiadas em seu computador, vídeos devidamente capturados e fotos que estão em papel digitalizadas em um scan para poderem ser usadas nesta 
edição de vídeo) podemos assim começar a edição. Para quem tem prática no assunto, este serviço embora não seja complicado e bem trabalhoso. Exige um grau de paciência grande, tanto na hora de decidir tempo de exibição, colocação da trilha sonora adequada às imagens, formatação do tamanho da foto ao aspecto da imagem e por ai vai. Muita coisa a ser feita e pensada .
Como nem sempre temos tempo e nem os equipamentos adequados para a realização deste tipo de trabalho à solução é procurar um profissional que já tenha experiência neste tipo e trabalho. Depois de pronto, este  material fica eternizado como um presente que com certeza é inesquecível. Se você necessita de tal tipo de trabalho ou pretende fazer algo semelhante, a N'ativa tem este serviço a sua disposição com um custo dentro de suas expectativas e com larga experiência neste tipo de produção. Assim é só ligar e fazer a sua consulta que estaremos a sua disposição para fazer de seu presente o mais bonitos de todos.
Contato: 81 - 3020.0536 / 3434.9745 / 9259.1187 (Claro) 

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Para quem gosta de ouvir - Vaqueiro...Valeu Boi!!!

Por Roberto Mariz
Nosso pensamento divaga por vários caminhos. Muitas vezes nos deparamos fazendo conexões e conjecturas sobre vários temas e assuntos. Esta semana, assistindo a um programa de TV, vi um cowboy brasileiro (calbói) campeão de grandes rodeios realizados Brasil a fora. Fiz logo uma ponte com o nosso valoroso vaqueiro que ao invés do rodeio corre a vaquejada. Ao mesmo tempo, fiz outra ponte... para mim que sou nordestino de Pernambuco me apercebi que tinha mais informações sobre os rodeios, espetáculo esportivo inserido na mídia de massa nacional, do que sobre a vaquejada, evento esportivo muito presente na cultura e na vida do sertanejo e muito longe da mídia nacional. O que não faz a TV no nosso juízo!

No intuito de ter mais informações sobre a vaquejada, acessei nossa memória virtual postiça – o Google. Descobri algumas informações interessantes:A vaquejada origina-se da lida com o gado no sertão nordestino. Antigamente, as propriedades não tinham cercas e o gado depois de marcado era solto na caatinga. Depois de certo tempo os vaqueiros saiam para reunir o gado rompendo a vegetação de galhos secos e espinhos com seu gibão de couro – era a pega do boi. 

Alguns animais se reproduziam no mato. Os filhotes eram selvagens por nunca terem mantido contato com seres humanos, e eram esses animais os mais difíceis de serem capturados. Mesmo assim, os bravos vaqueiros perseguiam, laçavam e traziam os bois aos pés do coronel. Nessa luta, alguns desses homens se destacavam por sua valentia e habilidade, e foi daí que surgiu a ideia da realização de disputas.


Vale dizer que existe também a competição da pega do boi que segue a tradição, onde se solta o bicho nas brenhas e os vaqueiros saem em disparada caatinga a fora para pegar o boi e trazê-lo de volta... o cabra tem que ser macho!

O historiador Câmara Cascudo dizia que por volta de 1810 ainda não existia a vaquejada, mas já se tinha conhecimento de uma atividade parecida. Era a derrubada de vara de ferrão, praticada em Portugal e na Espanha, onde o peão utilizava uma vara para pegar o boi. Mas derrubar o boi pelo rabo, a vaquejada tradicional, é puramente nordestina. Na região Seridó do Rio Grande do Norte, mais precisamente no município de CURRAIS NOVOS onde tudo começou, era impossível o uso da vara, pois o campo era muito acidentado e a mata muito fechada, e por essa razão tudo indica que foi o vaqueiro seridoense o primeiro a derrubar boi pelo rabo.

Com o passar dos anos a vaquejada tornou-se um esporte popular e hoje existem clubes e associações de vaqueiros e um calendário de eventos para o ano todo em disputas organizadas regionalmente. A  vaquejada  é  um esporte  regulamentado. O Projeto de Lei do Congresso Nacional, nº 249, de 03 de março de 1998, reconhecidamente um  espetáculo de importância cultural, econômica, turística e muito popular  em  diversas  regiões  do País.


Regras da Vaquejada:
As disputas são entre várias duplas, que montados em seus cavalos perseguem pela pista e tentam derrubar o boi na faixa apropriada para a queda, com dez metros de largura, desenhada na areia da pista com cal. Cada vaqueiro tem uma função: um é o batedor de esteira, o outro é o puxador.
O Batedor de Esteira
É o encarregado de "tanger" o boi para perto do derrubador no momento da disparada dos animais e pegar o rabo do boi e imediatamente passar para o colega, alem de empurrar com as pernas do seu cavalo, o boi para dentro da faixa caso o boi tente levantar-se fora da faixa.
O Puxador
É o encarregado de puxar o rabo do boi e de derrubá-lo dentro da faixa apropriada.
O Juiz

O juiz serve como árbitro na disputa entre as duplas e deve ficar ao alto da faixa onde o boi será derrubado. Ao cair na pista, dependendo do local, pontos são somados ou não a dupla.
Se o boi for derrubado dentro da faixa apropriada para esse fim, com as quatro patas para o ar, ele grita para o público: "Valeu Boi", então, soma-se pontos a dupla, se isso não acontecer, ele fala: "Zero", a dupla não consegue somar pontos.


No Nordeste, desde a colonização, o gado sempre foi criado solto. A coragem e a habilidade dos vaqueiros eram indispensáveis para que se mantivesse o gado junto. O vaqueiro veio tangendo os bois, abrindo estradas e desbravando regiões. Foram eles os grandes desbravadores do sertão nordestino, região cheia de contos e lendas de bois e de vaqueiros... VALEU BOI!!!!