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sábado, 5 de agosto de 2017

Tambores de Ógún no Sarau das Artes 2017 - Matéria do DCARA !

Por João Maia

 Agora confira mais um entrevista no DCARA , projeto da N'ativa que tem por finalidade divulgar e fomentar a acultura Pernambucana .
Confira e compartilhe a cultura de nosso estado !

 

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Dudu do Acordeon e o Forró Pernambucano no DCARA 2017

Por João Maia 
Fonte: DCARA 

Agora é a vez do nosso forró ter um representante de peso aqui no DCARA. Confira a entrevista co Dudu do Acordeon e saiba um pouco mais sobre a nossa cultura .

Jô Ribeiro , ator e maquiador pernambucano no DCARA 2017

Por João Maia 
Fonte: DCARA

Desta vez a equipe do DCARA trouxe o atro e amaquiador de renome em nossa cidade para ser entrevistado e contar um pouco de sua estória . Ah , ele vai voltar em breve com algumas dicas e cuidados para você manter aquele look ,tão desejado . 


Entrevista com Taiguara Borges no DCARA 2017

Por João Maia
Fonte: DCARA

Agora é a vez do nosso samba pernambucano. Conheça um pouco de Taiguara Borges , um sambista que vem fazendo a diferença no cenário musical do Recife .
 

segunda-feira, 19 de março de 2012

O Pré, o Pós e o Procultura !

Por Roberto Mariz

Historicamente, o financiamento à produção cultural tornou-se privilégio resguardado a determinados agentes e territórios. Em decorrência disso, o debate público sobre o tema foi demagogicamente reduzido à luta de classes produtoras: quem recebe e quem deveria receber o dinheiro da renúncia fiscal?


É urgente a ampliação e o aprofundamento dessa discussão, compreendendo cultura como direito fundamental necessário à formação de todo o cidadão. E como conquista fundamental para qualquer projeto de nação.


Vivemos um momento de profundas mudanças nos hábitos culturais da sociedade. A emergência econômica, sobretudo das classes menos privilegiadas, as novas linguagens e modos de produção e difusão decorrentes das tecnologias de informação e comunicação, revelam a importância de uma economia criativa e multiprotagonista.



O Congresso Nacional discute o Procultura, projeto de lei que altera a Lei Rouanet. Um mecanismo que regula todo o sistema de financiamento à cultura do Brasil e não somente o patrocínio privado com renúncia fiscal.
Isso quer dizer que as soluções que a sociedade vem formulando para suprir o déficit de leitura, a ausência de museus e equipamentos culturais, a produção cultural de pesquisa e não-comercial, a circulação de obras, a preservação do patrimônio, a promoção da diversidade e o estímulo ao empreendedorismo criativo e à indústria cultural dependem do resultado dessa discussão.

O mecenato – público, privado e cidadão – também está em discussão. Devemos continuar garantindo o direito de uso da renúncia fiscal às grandes corporações (com suas agenda promocional), aos governos (com sua demanda ideológica e orçamento pífio), aos artistas e produtores (reféns da lógica projeto-patrocínio-edital)?
O mecenato precisa envolver a sociedade (além de grupos de interesse), seja por meio de patrocínio direto do cidadão, seja por envolvimento na destinação dos grandes investimentos do Erário.


A oportunidade de discutir o Procultura como estratégia para o desenvolvimento do país e não como mera fonte de recursos para financiar projetos privados, desconectados de demandas simbólicas mais amplas e profundas, é agora.

Reprodução do texto de Leonardo Brant | quarta-feira, 14 março 2012 –

terça-feira, 13 de março de 2012

A Detenção da Cultura

Por Roberto Mariz

Em 1848, o governo da província de Pernambuco resolveu construir uma nova cadeia no Recife. As obras iniciadas em 1850 se basearam no projeto do engenheiro Mamede Alves Ferreira – que ocupava cargo na Secretaria de Obras Públicas de Pernambuco, idealizador de mais dois prédio históricos tombados: o Ginásio Pernambuco, recentemente reformado, e o Hospital Pedro II, cuja revitalização acaba de ser iniciada.

A nova Casa de Detenção do Recife, com 8400 m² de área construída e 6000 m² de pátio externo terminou de ser construída em 1867. Sua construção apresenta o formato de cruz, e é composto por quatro raios correspondentes aos pontos cardeais (Norte, Sul, Leste, Oeste), todos com três pavimentos, que confluem para um saguão central, coberto por uma cúpula metálica – o Mirante.
Cravado no centro do Recife, o prédio, tombado pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (FUNDARPE) em 1980, funcionou como penitenciária durante 118 anos. Curiosamente, conta-se que naquela época não havia tanto temor em relação aos presos, que, pela centralidade em que se encontrava o presídio, participavam ativamente do cotidiano da cidade através de um trabalho social de reintegração. Havia uma preocupação com a inserção da instituição na vida social do bairro e até da cidade, inclusive conta-se que o melhor pão da região era aquele produzido pelas mãos dos detentos na panificadora do presídio. E os pentes de chifre e as coleções de jogo de botão fabricados ali tinham fama pela sua qualidade. Além disso, o primeiro estandarte do Clube Carnavalesco Vassourinhas, foi bordado também dentro do presídio. Tudo isso sem falar que os detentos ainda formavam times de futebol e tinham uma biblioteca à sua disposição.
O prédio também serviu de cárcere aos presos políticos do golpe militar de 1964, presos importantes da resistência estiveram na Casa de Detenção como Gregório Bezerra (político, líder comunista e ex-sargento do exército brasileiro), Dom Basílio Penido (abade do mosteiro de São Bento), Antonio Silvino, Paulo Cavalcanti, Graciliano Ramos entre outros.

A ideia de transformar a antiga Casa de Detenção de Recife na Casa da Cultura foi do artista plástico Francisco Brennand , na época em que exerceu o Chefia da Casa Civil, no primeiro governo de Miguel Arraes , entre outubro de 1963 até às vésperas do golpe militar de 1964. Ele queria criar em Pernambuco uma instituição similar aos centros de educação nas áreas de literatura, teatro, música e artes plásticas, que estavam sendo criadas na França pelo escritor André Malraux. Isto se torna realidade três anos após o fechamento da Casa de Detenção (1973), em 14 de abril de 1976 quando foi inaugurada a Casa da Cultura.

Hoje, a Casa da Cultura é visita obrigatória de todos os turistas que chegam ao Estado. E ao chegarem à Casa ficam deslumbrados com a variedade imensa do artesanato que vem de mais de 149 municípios.




As antigas celas foram transformadas em 150 lojas de artesanato, livrarias e lanchonetes – apenas uma, no raio leste, permanece exatamente como foi deixada pelos presos - e o pátio externo além de ter sido transformado em uma área para shows e manifestações populares e folclóricas também possui uma praça de alimentação a qual oferece as iguarias típicas da região: pamonha, canjica, tapioca, acarajé, água de coco, entre outras. A cultura gastronômica ainda tem seu espaço em um restaurante no raio sul que serve os principais pratos da culinária local: charque, arrumadinho, buchada, entre outros.



As suas antigas celas além de lojas artesanais também abrigam a única livraria especializada em livros de Pernambuco, Cybercafé, sala de pesquisa e cursos diversos, Teatro, Concha Acústica e Anfiteatro externo, além do Museu do Frevo e ainda várias entidades culturais como o Balé Popular do Recife, a Associação dos Lojistas da Casa da Cultura, Federação de Teatro de Pernambuco, Associação de Capoeira, entre outras, têm suas sedes instaladas na Casa. Muita gente que trabalha no centro e mora por perto visita a Casa no horário de almoço para relaxar aproveitando o ambiente agradável e fazer amizades... é nossa fortaleza da cultura.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Carnaval e Cultura X Heresia Gospel !

Por Roberto Mariz

Não sou nenhum herege, mas tem questões que não me entram no juízo. Vinha eu no carro, quando ouvi na CBN uma entrevista com Márcia Souto, Secretária de Cultura de Olinda, falando sobre o pólo Gospel em Olinda classificando esse espaço como mais uma ação cultural da prefeitura. De modo geral, a religião faz parte do costume e modo de vida de um povo. Logo, pode ser classificada como cultura – certo. Certo! Para mim, religião ainda é uma escolha pessoal.


Outra, não podemos esquecer que a nossa cultura de tradição (índia/negra/branca) expressa nas manifestações culturais, em grande parte se sustentam pela tradição oral, passada de pai para filho. Nas suas canções, mitos, danças e ritmos, ressaltam a realidade atual e histórica de comunidades e segmentos/grupos etno-culturais, valorizando a ancestralidade e reforçando o sentimento de pertencimento e referência cidadã.


Outro ponto, é que a cultura de tradição já sofre influência da grande mídia e se sente tentada pelo mercado a abandonar suas raízes e se deixar embalar em um pacote padronizado para o mercado. Por isso justifica receber atenção especial e recursos do governo, que reconhece a cultura de tradição como patrimônio nacional e que nos faz ter orgulho de ser brasileiro.
O que me deixou alerta? É que se deu a entender que o pólo gospel recebeu recursos da cultura.... que na prática será usado para combater a cultura. Que lógica é esta? É válido que continuem a realizar suas missões de evangelização em suas igrejas, nas ruas ou onde quiserem, mas com seus próprios recursos e respeitando também o direito de outras religiões de fazerem o mesmo.
Sendo que o carnaval é o ápice das manifestações culturais tão combatidas pelos Gospel’s. Por isso, ter um pólo gospel de carnaval financiado com recursos da cultura é uma verdadeira heresia.
Atenção!!! O que parece inocente e bem intencionado, pode terminar resumindo nossa cultura a uma grande festa de Halloween... nada mais americano – não achas?



terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Para quem gosta de ouvir - Vaqueiro...Valeu Boi!!!

Por Roberto Mariz
Nosso pensamento divaga por vários caminhos. Muitas vezes nos deparamos fazendo conexões e conjecturas sobre vários temas e assuntos. Esta semana, assistindo a um programa de TV, vi um cowboy brasileiro (calbói) campeão de grandes rodeios realizados Brasil a fora. Fiz logo uma ponte com o nosso valoroso vaqueiro que ao invés do rodeio corre a vaquejada. Ao mesmo tempo, fiz outra ponte... para mim que sou nordestino de Pernambuco me apercebi que tinha mais informações sobre os rodeios, espetáculo esportivo inserido na mídia de massa nacional, do que sobre a vaquejada, evento esportivo muito presente na cultura e na vida do sertanejo e muito longe da mídia nacional. O que não faz a TV no nosso juízo!

No intuito de ter mais informações sobre a vaquejada, acessei nossa memória virtual postiça – o Google. Descobri algumas informações interessantes:A vaquejada origina-se da lida com o gado no sertão nordestino. Antigamente, as propriedades não tinham cercas e o gado depois de marcado era solto na caatinga. Depois de certo tempo os vaqueiros saiam para reunir o gado rompendo a vegetação de galhos secos e espinhos com seu gibão de couro – era a pega do boi. 

Alguns animais se reproduziam no mato. Os filhotes eram selvagens por nunca terem mantido contato com seres humanos, e eram esses animais os mais difíceis de serem capturados. Mesmo assim, os bravos vaqueiros perseguiam, laçavam e traziam os bois aos pés do coronel. Nessa luta, alguns desses homens se destacavam por sua valentia e habilidade, e foi daí que surgiu a ideia da realização de disputas.


Vale dizer que existe também a competição da pega do boi que segue a tradição, onde se solta o bicho nas brenhas e os vaqueiros saem em disparada caatinga a fora para pegar o boi e trazê-lo de volta... o cabra tem que ser macho!

O historiador Câmara Cascudo dizia que por volta de 1810 ainda não existia a vaquejada, mas já se tinha conhecimento de uma atividade parecida. Era a derrubada de vara de ferrão, praticada em Portugal e na Espanha, onde o peão utilizava uma vara para pegar o boi. Mas derrubar o boi pelo rabo, a vaquejada tradicional, é puramente nordestina. Na região Seridó do Rio Grande do Norte, mais precisamente no município de CURRAIS NOVOS onde tudo começou, era impossível o uso da vara, pois o campo era muito acidentado e a mata muito fechada, e por essa razão tudo indica que foi o vaqueiro seridoense o primeiro a derrubar boi pelo rabo.

Com o passar dos anos a vaquejada tornou-se um esporte popular e hoje existem clubes e associações de vaqueiros e um calendário de eventos para o ano todo em disputas organizadas regionalmente. A  vaquejada  é  um esporte  regulamentado. O Projeto de Lei do Congresso Nacional, nº 249, de 03 de março de 1998, reconhecidamente um  espetáculo de importância cultural, econômica, turística e muito popular  em  diversas  regiões  do País.


Regras da Vaquejada:
As disputas são entre várias duplas, que montados em seus cavalos perseguem pela pista e tentam derrubar o boi na faixa apropriada para a queda, com dez metros de largura, desenhada na areia da pista com cal. Cada vaqueiro tem uma função: um é o batedor de esteira, o outro é o puxador.
O Batedor de Esteira
É o encarregado de "tanger" o boi para perto do derrubador no momento da disparada dos animais e pegar o rabo do boi e imediatamente passar para o colega, alem de empurrar com as pernas do seu cavalo, o boi para dentro da faixa caso o boi tente levantar-se fora da faixa.
O Puxador
É o encarregado de puxar o rabo do boi e de derrubá-lo dentro da faixa apropriada.
O Juiz

O juiz serve como árbitro na disputa entre as duplas e deve ficar ao alto da faixa onde o boi será derrubado. Ao cair na pista, dependendo do local, pontos são somados ou não a dupla.
Se o boi for derrubado dentro da faixa apropriada para esse fim, com as quatro patas para o ar, ele grita para o público: "Valeu Boi", então, soma-se pontos a dupla, se isso não acontecer, ele fala: "Zero", a dupla não consegue somar pontos.


No Nordeste, desde a colonização, o gado sempre foi criado solto. A coragem e a habilidade dos vaqueiros eram indispensáveis para que se mantivesse o gado junto. O vaqueiro veio tangendo os bois, abrindo estradas e desbravando regiões. Foram eles os grandes desbravadores do sertão nordestino, região cheia de contos e lendas de bois e de vaqueiros... VALEU BOI!!!!

Tecnologia & Cultura. Uma parceria que você pode fazer acontecer!

Por João Maia 

É uma tarefa muito difícil levar Tecnologia aplicada para eventos culturais. Quando isso ocorre, sempre temos um apoio forte de instituições governamentais, para a realização de tais eventos. Bem, nem todo evento pode ter essa parceria do governo e em muitas situações perdemos a oportunidade de conhecer melhor a nossa cultura por falta de um apoio financeiro adequado. O Governo não pode e nem deve ficar patrocinando tudo que aparece por ai. Não que a Cultura seja menos importante, mas as instituições governamentais têm prioridades imediatas como: Saúde, Educação e Segurança Pública.


Assim a N'ativa Tecnologia Comunicação e Cultura, resolveu contribuir da melhor maneira possível trazendo a Tecnologia aplicada audiovisual para eventos que trazem oportunidade de negócios e divulgação de nossa agenda cultural, com qualidade e trabalho profissional.

Unidade Móvel da N'ativa. Tecnologia Aplicada a serviço da Cultura em nossa região .
Com certeza a N'ativa não é a única a fazer tal trabalho. Existem muitas outras organizações e empresas que tem essa preocupação em fomentar a nossa Cultura. Mas mesmo com todo esse esforço, muitos bons projetos ainda ficam de fora. Pensado assim a N'ativa resolver dar a sua pequena contribuição e aproveitando este momento, fazer um convite a todos para participarem deste movimento. Seja você empresário ou mesmo um cidadão comum. Com um simples gesto de um click e um pouco do seu tempo, podemos juntos melhor este segmento de eventos culturais.


Então fique ligado em nosso Blog e com a sua ajuda podemos ter um conteúdo de qualidade e proporcionar diversão para  todos os gostos e o que é melhor, sem ter que pagar nada.

sábado, 7 de janeiro de 2012

A Mandioca é a raiz e o Pirão é Pernambucano.

A Mandioca é a Raiz e o Pirão é Pernambucano.
Por Roberto Mariz

Não é novidade para ninguém no Brasil que nós do Norte e Nordeste somos chegados a uma farinha de mandioca. Pois bem! O que talvez vocês não saibam é que a mandioca e a sua versão não venenosa, a macaxeira, tem grande importância para a configuração do que vem a ser a culinária pernambucana. Também não sabia. Descobri esta informação lendo o “delicioso” livro Recife – guia prático, histórico e sentimental da cozinha de tradição (ou de como se dar bem no reino da peixada, do sarapatel e do caldinho) de Bruno Albertim.


No Brasil colônia, nas cozinhas do engenho faltava o trigo, base para o pão que acompanhava as sopas e caldos da cozinha portuguesa. Na época, a logística de transporte via caravelas inviabilizava o consumo diário do pãozinho de cada dia sendo substituído pela farinha de mandioca dos índios, utilizada para engrossar suas açordas, resulta no nosso tradicional pirão. Para Gilberto Freyre é a mais brasileira das nossas receitas.


A verdade é que a farinha de mandioca faz parte da nossa história, de nossa identidade. Comer feijão sem farinha é quase um crime. Imaginar uma peixada ou um cozido sem o pirão é o mesmo que tirar o som da tuba no frevo ou o surdo do samba. Até mesmo o churrasco Gaúcho fica meio esquisito sem uma farofinha.


É como diz Bruno Albertim “A farinha cabocla das aldeias, unida as tradições ensopadas de fogão do colonizador. Depois, o tempero e retempero da mão africana. Os três principais elementos da decantada miscigenação brasileira fervendo em caldo espesso para a construção de uma das cozinhas ancestrais do País, base da mesa nacional. Ao adotar o alimento dos índios, o colonizador se deixa colonizar, á mesa, pelo colonizado. A mandioca é a espinha dorsal da mesa pernambucana. Com ela, tem início nossa cozinha, nos engenhos da antiga capitania, o Brasil se fez um país de farinha e pirão.”



segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Morre Cesaria Évora - “A Diva dos Pés Descalços”


Por Roberto Mariz 

A lendária cantora cabo-verdiana Cesaria Évora morreu neste sábado (17) em um hospital de Cabo Verde. Ela, que tinha 70 anos, fama internacional e estreita colaboração com músicos brasileiros, já havia abandonado definitivamente os palcos

há três meses por problemas de saúde. Évora sofria há vários anos de diversos problemas e chegou a ser submetida a sérias operações, incluindo uma cirurgia cardíaca em maio de 2010.
"Não tenho forças, não tenho energia. Gostaria que dissessem aos meus admiradores:
sinto muito, mas agora preciso descansar. Lamento infinitamente ter que me ausentar
devido à doença, gostaria de dar ainda mais prazer aos que me seguiram durante tanto tempo", declarou ao jornal francês Le Monde ao anunciar o fim de sua carreira, em 23 de outubro.
A artista, cujo reconhecimento, embora tardio, nunca parou de crescer, recebeu em 2009 a insígnia da Ordem da Legião de Honra da França depois de mais de 45 anos de carreira musical, incluindo seus 14 álbuns. Após se retirar dos palcos, Évora comemorou com simplicidade seus 70 anos no dia 27 de agosto.


O corpo de Cesária Évora vai permanecer em câmara fria até às 7:00 horas de terça-feira, e depois será transladado para a residência da família, na Rua Fernando Ferreira Fortes, onde permanecerá até às 12:00 horas (13:00 em Lisboa).
A cantora cabo-verdiana é lembrada como a diva que levou a música de Cabo Verde para o mundo.
“Cabo Verde fica mais pobre, da mesma forma que ficou mais rico quando ela nasceu,porque nasceu uma estrela que não se apagará, ficará sempre acesa, a brilhar através da sua música”, afirmou o músico cabo-verdiano Tito Paris.
Tito Paris, artista cabo-verdiano, lamentou ainda que “muitos [cabo-verdianos] não têm noção do que ela ofereceu” àquele país. “A Cesária levou-nos de uma parte do mundo para a outra, levou o nome de Cabo Verde por todo o mundo e quando ela estava em
palco, todo o cabo-verdiano estava lá com ela. Ela levou a morna, e o sorriso, e o calor do Mindelo”.

A cantora, que nasceu em 1941, começou muito jovem a cantar em bares e hotéis, mas só em 1988, com 47 anos, gravou, em Paris, o aclamado álbum “La diva aux pied nus” – “a diva dos pés descalços ”, epíteto com que é frequentemente referida na imprensa.
Poucos anos antes, gravara já um álbum em Lisboa, mas o trabalho acabou por passar despercebido. Numa entrevista ao PÚBLICO, em 1999, Cesária mostrava algum ressentimento por isso. "[Portugal é] um grande país, tenho muitos fãs aqui, mas eu devia ter sido reconhecida aqui primeiro. Eu até ia cantar nos navios de guerra, desde o tempo colonial", disse. "Quem me ajudou foram os franceses, nem os portugueses, nem os cabo-verdianos".
Nos anos que se seguiram a “La diva aux pied nus”, Cesária Évora tornou-se numa estrela no panorama mundial da world music. Em 2009, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, atribuiu-lhe a medalha da Legião de Honra.
Foi “uma das vozes mais expressivas e originais da música mundial”, classificou esta tarde o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, numa nota de
condolências. “A qualidade da sua voz era de alcance universal, e o reconhecimento internacional que obteve comprovou isso mesmo”. Um comunicado do Presidente da República, Cavaco Silva, descreve-a como uma “artista singular, que tão bem soube exprimir a cultura e a tradição musical da sua terra, muito para além das fronteiras da língua portuguesa".
O ministro da Cultura de Cabo Verde, Mário Lúcio Sousa, considera que "Cabo Verde perdeu uma das suas principais vozes". E acrescentou: "O legado que nos deixou certamente que suplantará a dor. A Cesária tinha uma alma que nos representava a todos. Era uma espécie de anjo da guarda de toda a gente". O Governo de Cabo Verde decretou dois dias de luto oficial.
A Assembleia Nacional cabo-verdiana também já expressou as condolências: “A diva dos pés nus morreu, mergulhando o país numa profunda dor, pois a perda é irreparável. Cabo Verde fica mais pobre com o desaparecimento físico da Cize, como ela era carinhosamente conhecida pelos cabo-verdianos”, afirmou o presidente da assembleia, Basílio Mosso Ramos, citado pelos media locais.
Cesária Évora morreu às 11h20, no Hospital Baptista de Sousa, na ilha de São Vicente, na sequência de complicações cardíaco-respiratórias. Em 2008, sofrera um acidente vascular-cerebral (AVC), que a afastou temporariamente dos palcos. Regressou pouco depois, com um ritmo menor de concertos. "Canto mais um tempo e depois stop!",

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

É tempo de Kaosnavial em Olinda ,Pernambuco !

Por Roberto Mariz 

Festival Canavial / Kaosnavial em Olinda
Local: Praça do Carmo / Olinda/PE

Quem gosta de cultura popular tem um encontro marcado neste final de semana na Praça do Carmo em Olinda, onde irá aportar o Festival Canavial que irá trazer uma mostra da cultura da região da Mata Norte e produções artísticas de Pontos de Cultura (*) da região Metropolitana.


Na programação, destaca-se a mostra de cinema e as apresentações de Jorge Mautner acompanhado de Mestre Duda, Nelson Jacobina, Afonjah e o Maracatu Estrela de Ouro (Rio de Janeiro e Aliança), Silvério Pessoa e Italo Pay e a Zabumba Mundi, além de muito coco-de-roda e maracatu rural – é imperdível.



Confira a programação completa:

10/12 – Sábado

20h00 as 21h30- MOSTRA CANAVIAL DE CINEMA

·         Acercadacana
·         O Homem da Mata
·         Lançamento Nacional do Filme Maracatu Atômico – Kaosnavial de Afonso Oliveira e Marcelo Pedroso, com Jorge Mautner e Mestre Zé Duda.

21h30 - Show Maracatu Atômico – Kaosnavial - Jorge Mautner, Mestre Zé Duda, Nelson Jacobina, Afonjah e o Maracatu Estrela de Ouro (Rio de Janeiro e Aliança)

23h00 – Projeto Encontros Pernambucanos - Silvério Pessoa e Italo Pay e a Zabumba Mundi


11/12 – Domingo – Projeto Conexão Pontos de Cultura

17h00 – Bacamarteiros da Paz – Ponto de Cultura Tiros da Paz (Cabo de Santo Agostinho)

18h20 – Cinema na Praça – Ponto de Cultura Cinema de Animação (Olinda)

19h00 – Coco Popular de Aliança – Ponto de Cultura Estrela de Ouro (Aliança)

19h40 – Toadas de Pernambuco – Ponto de Cultura Farol da Vila (Cabo de Santo Agostinho)

20h20 – Coco da Umbigada – Ponto de Cultura Coco de Umbigada (Olinda)
(*) Os pontos de cultura são iniciativas desenvolvidas pela sociedade civil que firmam convênio com órgãos de cultura do Estado e Ministério da Cultura para articular e impulsionar ações que já existem nas comunidades envolvendo Arte e Educação, Cidadania com Cultura e Cultura com Economia Solidária.



quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Imperdível - Cine Pé de Chinelo - XI edição - Recife !

Por João Maia

Só sendo doido para não ir a este evento . Para os ligados em audiovisual de bom gosto , num clima super leve e descontraído , onde você vai se deleitar com bons filmes . Isso é agora, nos dias dia 02 e 03 de Dezembro na Rua da Alfândega , Recife Antigo , Pernambuco . A telona agora está em nossa rua e ainda vai ter shows depois das sessões , é mole ? E ai , tá esperando o que ?

Contato : www.cinechinelonope.com.br 
               81 - 9927.9598

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Kaká Nascimento. O mais novo membro da N'ativa em Pernambuco!

Por João Maia 

Finalmente a N'ativa , Tecnologia , Comunicação e Cultura , completou sua equipe . Tal qual os três mosqueteiros , claro que sem o D'artagnan , a N'ativa está com o seu triunvirato completo e já trabalhando a todo vapor .
Na área de Tecnologia aplicada e sistema técnico-operacional de equipamentos ,como também na finalização de conteúdo audiovisual , fica por conta de João Maia . Já na parte de Comunicação Aplicada a redes de Rádio e Televisão e também com as atividades técnico-operacionais destes setores , a N'ativa conta com a força de Kaká Nascimento, o nosso velho amigo, que com certeza sua competência o precede e por fim , o companheiro Roberto Mariz que trata de toda da parte da elaboração de Projetos  Privados ou para o Terceiro Setor, com ênfase na área da Cultura e também responsável pelo controle de Conteúdo de nossas Produções . Essa equipe conta com profissionais com mais de 20 anos de experiência e agora todos juntos com um objeto comum de fazer a N'ativa uma ferramenta importante para fomentar oportunidades em nosso Estado.


Assim finalmente o nome N'ativa Tecnologia , Comunicação e Cultura está mais do que justificado . E  podem esperar por muitas novidades que vão surgir em nosso mercado com essa assinatura  e  sem deixar de lado o leque de oportunidades para todos aqueles que fazem parte dessa grande família de profissionais que promovem a Tecnologia , Comunicação e Cultura em Pernambuco .

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Programação do III CineCreed-Mostra de Filmes Digitais em Recife - 2011

Por: José Batista do Nascimento Neto
Fonte : e-mail enviado para a N'ativa 

O Programa Exibição de Cinema Social (PRECISO) realizará o  III CineCreed-Mostra de Filmes Digitais.
Este ano o evento terá duas novidades: fará exibição de Mostra Especial com vídeos produzidos na 1ª Oficina de Cinema Digital PRECISO e, a Mostra Competitiva  com disputa dos Prêmio Brenge Engenharia Ltda. – 1º Colocado (R$1.000,00), Prêmio   AFALEP/PE  - 2º  Colocado (R$600,00),  e o Prêmio Cintura Fina Fast Ligth - 3º Colocado (R$400,00). 
Trinta e três filmes de nove Estados representantes de quatro regiões brasileiras serão exibidos e submetidos à votação do público presente.
O evento ocorrerá nos dias 02, 03 e 04 de dezembro de 2011 no Centro de Reeducação da Polícia Militar de Pernambuco, a partir das 18H30.
 
Francisco Pires, Carlos Damasceno &  Batista Neto
Coordenadores do Programa Exibição de Cinema Social 

Mostra Competitiva    18h30-Sexta-feira         02DEZ11

  1. ADRO DA CANDELÁRIA                               15'40” 
      Alexandre Guerreiro    (RJ) 
  2. VIDA MARIA                                                  8'34”
      Marcio Ramos Evangelista (CE)
  3. ALOHA                                                         15'09' 
      Ana Cláudia Rodrigues (SP)
  4. SENTINELA                                                   14'10”
      Afonso Nunes (MG)
 5. DONA CUSTÓDIA                                            13'  
     Adriana de Andrade (DF)
 6. MUSEU DOS CORAÇÕES PARTIDOS                         15'
      Ines cardoso  (SP)   
  7. PRA TODO MUNDO OUVIR                        15'
      Luiz Carlos Cruz Fabiano e Thiago Bueno (SP) 
  8. ARANCELES                                                 15'
      MELO VIANA (PR) 
  9. O CÉU NO ANDAR DE BAIXO                        15'
      LEONARDO CATA PRETA (MG)   
  10.A PASSAGEIRA DO TREM DAS ONZE               12'37”
       Rogério Nunes  (SP)                 
 11. O TROCO                                                     11'
       ANDRÉ ROLIM  (SP)
                          
   
 Mostra Especial - 1ª Oficina de Cinema Digital do Programa Exibição de Cinema Social (PRECISO)


1. Um dia Atrás do Outro                                  2'45"
    Zacarias de Souza (PE) 
2. Mentiras sem Protocolo                                3'21"   
    Ademerval Rodrigues e Éder Lima (PE) 
3. AFALEP-PE                                                2'12"
    Carlos Júnior (PE) 
4. O CREED                                                       2'
    Aluízio Sátiro (PE)
 

Mostra de  FILMES   CONVIDADOS


1.    SANTA                                                        15'
     Rosangela Supptitz (SC)   
2. O BRASIL DE PERO VAZ CAMINHA              18'
    Bruno Laet  (RJ)



Mostra Competitiva     18h30-Sábado      03DEZ11


  1. QUANDO CANTA A LIBERDADE              17'12”
      Cardes Amâncio  (MG)  
  2. A FÁBULA DA CORRUPÇÃO                     8'14”
       Lisandro Santos (RS)                    
  3. VERÃO                                                   17'
      Luiz Cruz (SP)  
  4. A DAMA DO PEIXOTO                             11'
      Douglas Soares (RJ) 
   5. BREVE PASSEIO                                    15'
      Rafael Jardim (BA)  
   6. TIMING                                                     8'   
      Amir Admoni (SP) 
   7. TEBEI                                                      20'
      Sambada Comunicação e Cultura (PE) 
   8.  COM VISTA PARA O CÉU                       10'
       Allan Ribeiro (RJ)  
   9. QUANDO O TEMPO CAIR                         15'
      Selton Melo (RJ)
   10.O RIM DE NAPOLEÃO                               5'
       Fernando Coimbra (SP) 
   11.BABAU PARA TODOS                              20'  
       Carlos Normando(CE)  

 Mostra Especial - 1ª Oficina de Cinema Digital do Programa Exibição de Cinema Social (PRECISO)

  1. Serviço de Inteligência                           3'41"
      Filipe Puccini (PE)
   2. Jiu Jitsu Sem Barreiras                         1'28"
      Douglas Araújo (PE)
   3. À Espera do Alvará de Soltura               1'36  
      Teobaldo Barbosa (PE)
   4. 3 x 5                                                    2'43"              
      Roberto Anderson (PE)
  
Mostra de FILMES   CONVIDADOS

  1. MELIES Escola de Cinema, 3D e Animação   (SP)         16'
  2. A PLENOS PULMÕES                             15'
      Patrícia Moran (SP)

Mostra Competitiva  18h30-Domingo      04DEZ11
  
   1. CIDADÃO S/A                                         17'
       Adriano Lirio (RJ)
   2. DISPUTA ENTRE O DIABO E O PADRE
       PELO CÊNTER FÓR NA FESTA DO
       Santo MENDIGO                                      11'
       Francisco Tadeu Silva (RJ) 
    3. TÁXI PARA DEVANEIO                           11'10”
       Vanessa Reis  (SP)
    4. ALÉM                                                    13'
       Osiel Neto  (CE) 
    5.O PLANTADOR DE QUIABOS                  15'
     Jair Molina (SP) 
   6. BLOCO “D”                                              6'
       Vinícius Casimiro (SP) 
   7. A CIDADE E O POETA                           14'14”
       Luelane Corrêa (RJ)  
   8. REDONDO COMO UMA BOLA                17'30”
       Ateliê Produções LTDA (PE)
   9. DOCE DE COCO                                       20'
       ALLAN DEBERTON (RJ) 
  10.SOLAR DOS PRÍNCIPES                        6'30”
       Sandra Ribeiro (PE)   
  11.PEDAÇO DE PAPEL                              17'50” 
        Cesar Raphael (MG)   

  Mostra de FILMES   CONVIDADOS

    1. POVO MARCADO                                30 '
        Luciana Lopez (SP) 
    2. DESTINA-SE   (SC)                             14'
        Melina Curi (SC)

SINOPSE do III CineCREED - Mostra de Filmes Digitais

O que é?
Contribuição voluntária de  Francisco Pires, Carlos Damasceno e Batista Neto ao Programa Reconstruindo a Cidadania do Centro de Reeducação da PMPE (CREED) que premiará curtas digitais (documentários, ficção e animação) de autores nacionais, concluídos a partir do ano de 2006, exibirá vídeos produzidos por reeducandos participantes da 1ª Oficina de Cinema Digital PRECISO realizada em setembro/2011, e, filmes convidados.
Quem promove?
Centro de Reeducação da Polícia Militar de Pernambuco
Quem realiza?
Programa Exibição de Cinema Social (PRECISO)
Quando acontece?
Dias 02, 03 e 04 de dezembro de 2011, pelas 18H30
Onde?
Pátio externo da área prisional do CREED.
Para quem é?
Reeducandos, seus familiares e amigos (família reeducanda), convidados e a população circunvizinha à unidade prisional.
Com que objetivo?
Principal:
Reunir a família reeducanda, propiciando-lhe entretenimento e reflexão acerca do cotidiano a partir dos temas/assuntos/abordagens dos filmes.
Secundário:
01. Aproximar o CREED (PMPE/Estado) da sociedade pernambucana;
02. Propiciar geração de renda extra aos comerciantes informais circunvizinhos permitindo-lhes acesso gratuito ao evento;
03. Atrair investimentos públicos e privados, notadamente, os que resultem na alternativa ao ócio, na qualificação profissional e na elevação do número de postos de trabalho na unidade prisional.
04. Exortar a solidariedade daqueles que desejem participar da Mostra, solicitando a doação de um quilo de alimento não perecível como ingresso;
Publico esperado?
Cerca de 300 (trezentas) pessoas
Qual a importância do evento?
01. Criar oportunidade para o estreitamento de laços familiares e sociais;
02. Gerar renda extra à população;
03. Colaborar com entidade reconhecidamente social e atuante em Abreu e Lima/PE, município onde está localizado o CREED, fazendo-lhe a entrega do montante de gêneros arrecadados.
Porque fazer um evento como esse para presos?
01. Para criar condições objetivas de sorte que travem contato, reconheçam e demonstrem estar ajustados às convenções e às normas da sociedade;
02. Para evidenciar a diferença existente entre o CREED e as demais unidades prisionais do Estado;
03. Para fomentar a formação de público de cinema;
04. Para elevar a autoestima e a cidadania;
05. Para divulgar relação de respeito e cordialidade existente na unidade prisional.
Outras informações
O evento será gratuito, mas, solicitaremos a doação de um quilo de alimento para acesso às exibições. 
Espera-se alcançar a marca de uma tonelada de alimentos.
Nenhuma taxa será cobrada àqueles que quiserem negociar na área prisional durante o evento.  Será solicitado  deles apenas um requerimento demonstrando interesse em participar da Mostra. Todos serão submetidos às normas de segurança da unidade prisional.
Planos para o futuro do evento?
Transformá-lo em Circuito Nacional de Cinema Carcerário.